Por Mauro Nadruz
Com freqüência, somos questionados em como proceder para reforçar a segurança condominial. Nossa resposta é a seguinte: Se todos realmente agem de maneira preventiva, o resultado será sempre positivo. Uma pequena parcela (entre 5% e 10%) são as variáveis de risco não possíveis de ser tratados, seja pela sua probabilidade, seja pelo seu custo X benefício, portanto, estão fora de nosso controle. Por isso, aqui vão algumas informações para auxiliar na implantação da segurança.
Quem determina o nível de segurança e a estratégia a ser implantada é o risco. Sem este estudo, simplesmente estamos no campo da adivinhação, da tentativa e erro e isto, pode sair muito caro.
Mauro Nadruz - Gestor em Segurança da Activeguard, pós-graduado em gestão estratégica da segurança, analista e professor.
Com freqüência, somos questionados em como proceder para reforçar a segurança condominial. Nossa resposta é a seguinte: Se todos realmente agem de maneira preventiva, o resultado será sempre positivo. Uma pequena parcela (entre 5% e 10%) são as variáveis de risco não possíveis de ser tratados, seja pela sua probabilidade, seja pelo seu custo X benefício, portanto, estão fora de nosso controle. Por isso, aqui vão algumas informações para auxiliar na implantação da segurança.
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Porque é necessária a avaliação profissional do local para
viabilização da segurança?
Apesar da tecnologia estar avançada
no que diz respeito a tecnologia e equipamentos auxiliares de registro e
controle, existem muitos aspectos a serem considerados devido as
características do local, perfil dos usuários, necessidade de registros e
controle, tipo de construção e logística. A avaliação técnica se faz
necessária projetando-se os riscos e seus prováveis impactos, relacionando a
convivência e perfis dos condôminos, nível de exposição aos diferentes tipos
de riscos, custos de perdas e reparações.
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Quem determina o nível de segurança e a estratégia a ser implantada é o risco. Sem este estudo, simplesmente estamos no campo da adivinhação, da tentativa e erro e isto, pode sair muito caro.
É fato que muitas empresas apresentam
soluções através de equipamentos sem dar a devida atenção aos processos. Esta é
a razão primária da segurança e sem ela só adquiri-se uma sensação de segurança.
No primeiro evento ou delito percebe-se, em mais de 95% dos casos avaliados que
o cliente foi conduzido a um investimento ineficaz com estruturas inócuas,
equipamentos mal posicionados ou dimensionados para as funções, sem
responsáveis por processos e atitudes preventivas acarretando em custos
elevados para a sua correção. Isto quando não temos que contabilizar as perdas
ocorridas.
Qual o
retorno que terei investindo corretamente em segurança?
Locais avaliados tecnicamente permitem
um investimento sensato, muitas vezes com menores custos em relação aos
propostos pelos “achistas” e, principalmente, continuam economizando dinheiro
devido a objetividade nas operações. Caso contrário, poderá acarretar em gastos
extras como maior número de funcionários (custo constante) ou correções/adições
não contabilizadas como iluminação apropriada para visualização noturna ou a
necessidade de modificações nos gradis e portões, etc.
A segurança deve ser vista mais no
campo da prevenção de perdas e oportunidade de melhoria. Quando se avalia neste
sentido, conseguimos mostrar indicativos de perdas evitadas, quantificando
valores “salvos”. Neste momento, podemos visualizar monetariamente quanto foi
economizado e quanto a segurança está sendo eficiente. Na maioria dos casos, todo
o dinheiro investido em segurança (ou prevenção de perdas) será transferido
para a conta lucro ou valor economizado. Portanto, a segurança bem feita se
paga ao longo do processo e ainda gera economia ao longo do tempo.
O
condomínio deseja implantar um sistema de segurança, o que deve ser
considerado?
Em primeiro lugar deve-se procurar um
especialista. A criminalidade e o modus operandi dos meliantes tornou-se
complexa. Com a evolução da tecnologia, tanto o cidadão quanto o bandido tem
acesso as mesmas ferramentas e recursos. O que diferencia é o uso apropriado
desta tecnologia junto com estratégias e normativas, sem as quais, sempre
estaremos em desvantagem.
A facilidade com que “vazamos”
informações de forma inocente ou intencional que poderá ser utilizada por
bandidos é absurda. Expomo-nos constantemente e desnecessariamente em redes
sociais, em conversas informais sem observar quem pode estar escutando e até em
nossas rotinas, apresentando as falhas a quem quiser coletá-las. E não pensem que
isto não acontece, pois é justamente nesta atitude que mora o perigo. Para
exemplificar: certa vez um famoso ladrão de carros foi entrevistado após sua
captura. Perguntarem-lhe quais os melhores dias para roubar um veículo. Sabem
qual foi a resposta? Em dia de chuva! Sim, porque neste dia o proprietário está
preocupada com o tempo e acha que o ladrão, por ser vagabundo, está esperando
por um dia melhor.
Quando desejamos implantar novos
sistemas devemos considerar todos os aspectos, começando por um diagnóstico de
falhas. Desta forma, podemos ter uma idéia do problema que estaremos
enfrentando e quais as possíveis soluções ou melhorias a serem implantadas,
sejam tecnologias, procedimentais ou ambas.
Mauro Nadruz - Gestor em Segurança da Activeguard, pós-graduado em gestão estratégica da segurança, analista e professor.

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