Por Mauro Nadruz
Apesar de nossos esforços em aumentar a segurança, construindo estruturas mais reforçadas, como gradis e muros ou instalando equipamentos, sempre haverá mais pontos frágeis do que podemos imaginar. Somos vulneráveis! Esta é a nossa realidade. Somos vulneráveis por alguns motivos: negligenciamos o risco, o custo é maior do que podemos gastar, desconhecemos nossas falhas, temos o hábito de valorizar mais as sugestões advindas de terceiros ou divulgadas na mídia ou nos encantamos com a fala de um bom vendedor.
Apesar de nossos esforços em aumentar a segurança, construindo estruturas mais reforçadas, como gradis e muros ou instalando equipamentos, sempre haverá mais pontos frágeis do que podemos imaginar. Somos vulneráveis! Esta é a nossa realidade. Somos vulneráveis por alguns motivos: negligenciamos o risco, o custo é maior do que podemos gastar, desconhecemos nossas falhas, temos o hábito de valorizar mais as sugestões advindas de terceiros ou divulgadas na mídia ou nos encantamos com a fala de um bom vendedor.
Por mais variados que sejam estes motivos, a verdade é que nós,
seres humanos, achamos que somos muito
bons em planejar segurança através do bom senso ou da simples observação, mas
não somos. Aliás, somos péssimos! Tomemos o exemplo clássico... Através da
evolução e dos milhares de anos que levamos para aprimorar o homo sapiens,
quando tratamos com aspectos de segurança, estes nunca foram complexos. A
reação de defesa ou proteção era advinda da expectativa de um perigo
palpável, até os últimos 30 anos. Sim, pensamos em nível de garantia de
sobrevivência e quase sempre resolvemos com o bom senso ou soluções simples.
Até os conceitos de proteção perimetral inventados há mais de 10.000 anos, quando
necessitamos criar estruturas para proteger e garantir nossa sobrevivência,
receberam apenas duas grandes atualizações. A primeira levou quase nove mil
anos, quando modificaram as estruturas construtivas para “anéis” de proteção
(ou paredes dentro de paredes), edificando muralhas e fossos externos em
torno e além das paredes dos castelos para melhor se proteger contra os
ataques dos vikings, por volta do ano 1080.
|
A segunda, só teve modificações nos primórdios da era industrial e na invenção do balão e do avião quando tiveram que se preocupar com seu espaço subterrâneo e aéreo. Somente nos últimos 30 anos estamos revendo os nossos conceitos de segurança devido ao crescimento exponencial da tecnologia que permite tanto melhorar nossas vidas como também usos antes inimagináveis por aqueles que desejam nos assaltar.
Devido a esta velocidade do desenvolvimento da
tecnologia, aliada ao amplo acesso da informação, tornamo-nos vulneráveis.
Hoje, a complexidade de tais acontecimentos nos leva a estudar profundamente os
aspectos sociais, estruturais e anseios da sociedade não podendo mais nos valer
da análise simplista do problema. Agora, temos que aliar experiência com
tecnologia e, principalmente com conhecimento científico para prover melhor a
segurança. Mesmo o conceito de segurança está mudando para prevenção de perdas
e oportunidade de melhorias por que entendemos que, se a segurança não for
preventiva, pensada e antecipada não realizará seu propósito: prevenir a
ocorrência e, em caso de falha que suas conseqüências sejam mínimas e ocorra
rapidez na recuperação da normalidade.
Quando uma avaliação é realizada, vários fatores
são considerados, desde o objeto a ser protegido, a facilidade de transformá-lo
em lucro ou dinheiro, as infraestruturas onde se encontram, a situação sócio
econômica e sua projeção no futuro e, quais ocorrências já aconteceram em
situações ou locais semelhantes. Daí, temos uma pequena noção da diversidade, a
qual temos que estudar somente para desenvolver a proteção de algum bem, ativo ou
pessoa. Coloquemos nesta equação as diversas maneiras criativas utilizando a
tecnologia ou exemplos inspirados nas mais diversas fontes (casos reais,
filmes, relatos, jornais, internet, etc.) e teremos um vislumbre da
complexidade que enfrentamos. No topo de tudo isso, ainda temos que levar em
consideração o fator custo, ou seja, a proteção deve não só evitar a perda, mas
também, se possível, gerar lucros ou benefícios.
Também não podemos nos valer das decisões de
vendedores e técnicos instaladores, implantando alarmes e câmeras como se nos
vendessem um robô autônomo que, ao primeiro sinal de alerta, disparasse um
laser contra os intrusos. Sem normas, procedimentos e responsáveis, todo o
aparato tecnológico gasto será tão bom quanto à muralha que não possui guardas.
Uma hora será transposta e não haverá contramedidas.
Portanto, não existe fórmula mágica até porque cada
local ou provável ameaça é única. Ele até pode possuir similaridades, mas os
aspectos individuais são os que podem levar a danos ou ameaças inusitadas.
Sempre que pensar em segurança, pense em como o especialista poderá lhe
oferecer a melhor prevenção de perdas, pelo menor custo versus, o quanto está
em jogo. Em muitos casos, não nos damos conta de que, um simples arrombamento
poderá levar a nossa falência.
Mauro
Nadruz - Gestor em Segurança da Activeguard, pós-graduado em gestão estratégica
da segurança, analista e professor.

Nenhum comentário:
Postar um comentário