Por Mauro Nadruz
Você acabou de ler o maior risco que a segurança pode ter: quando simplesmente o gerente de uma empresa ou síndico afirma que “não tem muito deste negócio de risco no meu negócio ou moradia...”. Ora, o fato de assumirmos que simplesmente podemos ter nossa parcela de comprometimento com a segurança,
de forma direta, sem nenhum tipo de previsão, sem nenhum tipo de avaliação, já é algo execrável há décadas.Você acabou de ler o maior risco que a segurança pode ter: quando simplesmente o gerente de uma empresa ou síndico afirma que “não tem muito deste negócio de risco no meu negócio ou moradia...”.
Exceções à parte,
daquelas referentes a locais muito pequenos, tomar a decisão de estabelecer a
segurança do estabelecimento, requer informações e conhecimento que, na
maioria das vezes, sequer estão disponíveis e necessariamente, envolvem anos
de estudo e domínio técnico, além da experiência provida pelos inúmeros
exemplos do cotidiano em locais similares.
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O primeiro aspecto que
precisa ficar bem claro é deixarmos de lado a conotação negativa do termo
“risco”. Risco não é um problema, é algum evento que pode acontecer no futuro,
logo, trata-se de uma possibilidade de perda, e não de uma certeza de perda.
Se, na realização do levantamento técnico, for detectado alguma informação que
envolva um problema em potencial, que possa vir a acarretar em uma ameaça
eminente com custos de reposição altos ou irreparáveis, cabe ao responsável
alocar analistas profissionais para gerar um planejamento estratégico de
prevenção de perdas.
O gerenciamento de
riscos, conceituando de uma forma simples, é todo o diagnóstico científico dos
riscos a que pessoas e patrimônio estão sujeitos, bem como as oportunidades de
melhoria, sejam elas formadas por necessidades de implantação de novas normas,
treinamento ou instalação de recursos como alarmes, câmeras, controles de
acesso, etc. Estes últimos auxiliarão como ferramentas. Após este diagnóstico,
normatizam-se procedimentos, implantam-se os recursos e realiza-se o trabalho
de treinamento de todos os envolvidos.
Óbvio dizer que seria
muito fácil, “transformar o mercadinho da esquina, num Fort Knox”, entretanto,
as conseqüências seriam no mínimo, a perda de objetividade e até da falência do
comércio, por excesso de salvaguardas. Portanto, o diagnóstico de segurança,
sendo a primeira parte do processo, já aponta com eficiência, a maioria dos
problemas e soluções, visando-se a funcionalidade estável, segurança e
tranqüilidade, projetando-se de forma concisa e objetivando baixo custo de
implantação e manutenções futuras.
Quantas vezes, é
observado em locais onde a determinação da segurança, foi realizada pelo
proprietário ou instalador? As conseqüências são berrantes e quase que
imediatas, como a simples implantação de câmeras inapropriadas para a função ou
mal posicionadas, infraestrutura pobre, provocando falhas nos sistemas após
três ou quatro meses de sua instalação, ou ainda, após todos os recursos
disponibilizados, os usuários e funcionários mantendo as mesmas falhas em seus
procedimentos. Por isso, quando ocorre um delito, ficam perplexos diante da
fragilidade, mesmo com todo o aparato eletrônico recentemente instalado.
O processo de
implantação de uma segurança eficiente pode ser resumido da seguinte forma:
Identificar, analisar, planejar, implantar, monitorar e resolver falhas, tudo
isto com um centralizador – a comunicação constante.
O cliente sempre tem
suas características únicas, como personalidade, localização, níveis de
criminalidade regional, layout da
construção, procedimentos executados, etc. tornando cada local diferente até de
seu vizinho. Todavia, não é isso que acontece.
A crescente demanda de
investimento em proteção provocou um aumento extraordinário de novas empresas
no ramo, inclusive, muitas delas provenientes de outros Estados. O problema não
está no número de crescimento e sim nas qualificações.
Para se ter uma idéia,
em recente levantamento entre os principais distribuidores de equipamentos,
observou-se um aumento na ordem de 300% de novos pedidos de cadastro de
empresas de implantação para compra de equipamentos, inclusive muitas, atuando
no mercado de informática, nos últimos quatro anos. Objetivamente falando, uma
média de 240 novas empresas, por ano, só aqui na região da grande Porto Alegre.
O resultado: mais “técnicos” com o entendimento na conexão dos aparelhos,
porém, sem nenhum conhecimento de avaliação das reais necessidades, riscos e conseqüências,
proporcionando aos seus clientes uma mera sensação de segurança.
Com uma visão clara e
madura dos riscos associados a cada empreendimento, prédio ou usuários, fica
evidente onde devem ser concentrados os esforços para garantir o sucesso da proteção
e conseqüente bem estar.
Mauro
Nadruz - Gestor em Segurança da Activeguard, pós-graduado em gestão estratégica
da segurança, analista e professor.

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