Por Mauro Nadruz
A análise de riscos e a prevenção de perdas são
mecanismos que fazem parte dos estudos estratégicos da segurança. Nos EUA,
iniciou-se nos meados dos anos 90 e, no Brasil, há pouco mais de oito anos,
principalmente no segmento varejista, mas são aplicáveis em praticamente todos
os seguimentos, ou seja, do condominial ao corporativo.
Estes estudos
científicos permitem uma análise criteriosa das prováveis situações de risco e
a verificação das consequentes perdas, hierarquizando essas probabilidades ou
falhas para que se possam lançar mão de estratégias de tratamento, minimizando
os problemas ou até eliminando-os. |
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Muito tem se falado em prevenção na segurança,
mas pouco se vê ações concretas e eficazes, visto que, o Brasil ainda
engatinha nesta área. Para termos uma idéia da extensão do problema, as
perdas nos EUA somente no varejo, giram em torno de US$ 30 bilhões por ano. E
isso que é o país onde mais se utilizam ferramentas e técnicas para prevenir
perdas e estabelecem metodologias há mais de 20 anos. O pequeno e médio
empresário brasileiro só começará a investir em prevenção de perdas, no
momento em que começar a medi-las. Mais de 80% dos pequenos e médios
empresários visitados confessam nunca terem ouvido falar em prevenção de
perdas e, por conseguinte, no serviço de gestão da segurança.
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Se por um lado isso assusta, por outro nos mostra que ainda temos muito que evoluir no assunto e, por conseguinte, na melhoria da lucratividade.
O primeiro passo, para quem deseja começar a
prevenir perdas é buscar informações, realizando diagnósticos. É necessário
saber exatamente onde as perdas acontecem. O levantamento é complexo, porém
recompensador.
As estatísticas de mercado* nos mostram a seguinte
realidade:
– Furto Interno – 28% (funcionários)
– Furto Externo – 19% (”clientes”)
– Quebra Operacional – 25%
– Erros administrativos. – 14%
– Fornecedores – 7%
– Outros ajustes – 7%
Se focarmos os esforços em prevenir somente as
perdas relativas aos funcionários e clientes, estaremos então atuando sobre 47%
do total das perdas. Se formos um pouco mais longe, aliando as probabilidades
de riscos decorrentes, como por exemplo, a mácula da imagem da empresa e
conseqüente diminuição das vendas de uma determinada empresa ou produto, os
cenários são nada aprazíveis.
A maior compensação do investimento na prevenção de
perdas é que a cada real economizado aumenta-se “um real no lucro”,
diretamente. Na prática já podemos perceber que prevenir perdas é muito mais fácil,
rápido e lucrativo do que aumentarmos as vendas, no ramo do comércio. Nos
outros segmentos, o simples fato de oportunizarmos melhorias, tratando-os de
forma eficiente já se torna um atrativo pela economia em si. Há, conseqüentemente,
a aquisição de real segurança e, principalmente, tranquilidade. O investimento
na segurança, prevenção de perdas é encarado, cada vez mais como uma
oportunidade de melhoria e uma garantia de bom funcionamento do varejo.
Fonte: PROVAR (Programa de Varejo) – da
USP (Universidade de São Paulo), e do IBEVAR (Instituto Brasileiro de
Executivos de Varejo & Mercado de Consumo).
Mauro Nadruz - Gestor em Segurança da Activeguard,
pós-graduado em gestão estratégica da segurança, analista e professor.

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